A generosidade de Deus nos deu este mundo estonteantemente lindo... Absorvê-lo com todos os sentidos alivia a aflição e a claustrofobia que minha alma sente, presa em minha natureza bipolar...

Foto: Ballachulish, Western Highlands, Scotlan - www.pixdaus.com


Os queridos que saboreiam comigo o chocolate...

Meus textos nem sempre serão confessionais, mas como os sonhos, serão sempre autobiográficos, resultado de minhas experiências ao longo da vida.
Será uma delícia se você ficar pra seguir o Chocolate, mas deixe um comentário pra que eu possa te conhecer um pouquinho melhor, tá? Beijokas, meus queridos.

Músicas deste meu momento...

Arte que não mobiliza as faculdades físicas e mentais deve ser questionada. Pode ser várias coisas, mas não dever ser arte.
Arte, seja visual, literária ou musical, deve ser como uma boa dose de vida. Dela sempre nasce uma curiosidade, um espanto, um desejo. Arte deve ser como uma onda que entra pelos sentidos, acelera o sangue, aguça a sensibilidade e de algum modo ilumina a inteligência.

Dade Amorim do blog "Umbigo do sonho".

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Palavra...



O poeta...






O momento vivenciado pelo poeta e capturado pela palavra, não será o mesmo para cada leitor, pois nosso universo interior compreende a palavra à sua singular maneira. Desse ponto de vista, o significado da palavra jaz em cada um de nós, assim como o poeta jaz em sua própria essência, que o faz interpretar o mundo de sua forma peculiar e, ao mesmo tempo, abrir portas e janelas para nossa própria observação menos eloquente. A palavra esculpida e ordenada é obra do poeta, mas cabe como luva em toda e qualquer sensibilidade.




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44 comentários:

Sônia Amorim disse...

Com toda certeza será assim mesmo, exitem várias formas de interpretar as palavras e para quem a escreve é diferente sim, é o sentimento que rola, a emoção do momento, é muito bom poder assim se expressar, amei, beijos e bom dia

salete disse...

Perfeito, Lua.De forma diferente, falo um pouco sobre isso no meu último poema, mas confesso, ainda estou aprendendo a ler poesia...rs


Beijos e uma ótima semana.

MIRZE disse...

Lua!

Brilhante! Penso exatamente assim. A sensibilidade sempre fala mais alto.

Como agora! Emocionei-me!

Beijos

Mirze

OceanoAzul.Sonhos disse...

A palavra, essa arma poderosa que move montanhas e escreve sentimentos, salva, liberta, aconhega...

Goste de a ler, muito.
boa semana
abraço
oa.s

Pelos caminhos da vida. disse...

Palavras essas que saem do coração...

Um bom dia!

beijooo.

Dilmar Gomes disse...

Que lindo, amiga Lua Nova! Amei.
Bom para começar a semana.
Um abração. Tenhas uma linda semana.

Ives disse...

Olá que lindo e sábio Srta, parabéns, abraços

EDER RIBEIRO disse...

Uma sábia observação da inteiração obra e leitor. Bjos.

Ingrid disse...

e a cada um vivenciar a sensibilidade..
perfeito querida!
beijos perfumados..

Luna Sanchez disse...

Concordo plenamente e acredito que um escrito só cumpre o seu papel quando é recebido pelo leitor e passa, dentro dele, por um processo de maturação, que é diferente em cada pessoa.

Se escrever é um gesto de generosidade, como muita gente diz, ler também é, igualmente.

Perfeita a reflexão, perfeita!

Beijos cheios de carinho.

Dark angel disse...

Completamente de acordo! Por isso é que muitas vezes as pessoas acham que sabem verdades acerca de nós porque lêem aquilo que escrevemos, mas no fundo sabem apenas aquilo que interpretam. O poeta é um fingidor, já dizia Fernando Pessoa. E o poder da interpretação é singular.

Beijinhos e saudades :)****

Liberdade. disse...

Boa tarde!
magnífico!

palavras ditas pelo coração tem sempre um dom diferente em quem as ouvi e as leem!
um abraço carinhoso!

Dario B. disse...

Quintana disse que o bom poema é aquele que nos lê e não nós a ele. Daí a possibilidade das multiplas interpretações. Eu uma vez escrevi sobre isso: O poeta permanece com o dedo no gatilho. Prossegue, sem nunca partir, pairando no reino das possibilidades, mera possibilidade das possibilidades. Relâmpago tonitroante no vôo imaginário do leitor, mercê seu selo hermético. Um beijo, Lua.

AC disse...

É isso mesmo, Lua, você acertou na mouche.

Beijo :)

Fátima disse...

Oi Lua,

Exato.
Pena que falta tanta sensibilidade, sinto-a aqui nesse mundo virtual mas no mundo real, raras pessoas se interessam pelo poeta.

Beijos

Lobo disse...

Já diziam por ai: somos responsáveis pelo que dizemos, não pelo que interpretam XD.

Beijo Lua!

Dja disse...

Oie lindona.

É assim mesmo querida.

beijos no coração
ótima semana

Fred disse...

Bem nessas... a chave se chama sensibilidade mesmo! Beijos pra ti, "bruxinnha" linda... hehehe!

NVBallesteros disse...

cuando habla la sensibilidad es un idioma universal...


Besos

Assis Freitas disse...

singularidades, eis a chave!!


beijo

acácia rubra disse...

A palavra do poeta ora é pétala macia ora pedra rude e pontiaguda. Ao ser atirada, que a apanhe /sinta quem lê.

Beijo

ॐ Shirley ॐ disse...

O poeta vê as coisas com o coração para alcançar a sensibilidade do leitor. Muito bom, Lua. Beijos!

Maggie May disse...

o poeta transforma o que sentimos em palavras, esta é a magia.

mfc disse...

O *Poema é do autor... mas a interpretação e o sentir´são sempre nossos!

dade amorim disse...

Lua, seu blog está lindo. Obrigada mesmo pela citação do começo. E quanto ao texto (e à rosa) é perfeito e exato: obra de poeta, acho que literatura em geral, pertence à sensibilidade de quem a lê.

Beijos pra você, querida.

Adriana Aleixo disse...

Gostei muito do seu blog, também penso que a palavra é preciosa. Acabei de postar um poema sobre ela em meu blog, convido-a a visitálo.

Bjim!

palavrassmagicas disse...

Oi querida amiga uma mensagem pra ti Ser um lago
O velho mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal em um copo de água e bebesse.


- Qual é o gosto? - perguntou o Mestre.
- Ruim - disse o aprendiz.


O mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse a um lago. Os dois caminharam em silêncio e o jovem jogou o sal no lago.


Então o velho disse:
- Beba um pouco dessa água.


Enquanto a água escorria do queixo do jovem o mestre perguntou:
- Qual é o gosto?
- Bom! disse o rapaz.
- Você sente o gosto do sal? perguntou o Mestre.
- Não - disse o jovem.


O mestre então sentou ao lado do jovem, pegou em suas mãos e disse:
- A dor na vida de uma pessoa não muda. Mas o sabor da dor depende de onde a colocamos. Quando você sentir dor, a única coisa que você deve fazer é aumentar o sentido de tudo o que está a sua volta. É dar mais valor ao que você tem do que ao que você perdeu. Em outras palavras: É deixar de ser copo, para tornar-se um lago. Erica

Como as Cerejas da Minha Janela... disse...

Sim, a sensibilidade aguçada nos faz conseguir captar a beleza e a essência das palavras dos poetas...e conforme aquilo que temos dentro de nossa caixinha mental, os interpretamos...

Acho isso maravilhoso, porque senão, somente os poetas se entenderiam, na linguagem deles...

Um belo dia, com muita paz e reflexão...
bjcas
Liz

Anônimo disse...

Minha sensibilidade me faz sentir tuas palavras letra por letra, mas anseia por tocar tua pele que deve ter o perfume e a maciez das pétalas de uma rosa...

Amor eterno... sei bem o que é isso.

Teu,
S.M.

Alexandre Fernandes disse...

Não há como captar a exata sensação do poeta, porque ele se multifaceta em segredos, em pedaços de magia extraídos do coração. Cada um tem um universo que desponta no peito que dá vazão às palavras, e que acaba sendo sustentada por uma sensibilidade sem tamanha.

Lindo texto!

ps: Oi Lua nova, obrigado pela sua visita no meu blog. Tuas palavras foram lindas e me deixaram muito alegres. Obrigado pelo carinho. Adorei teu espaço e virei mais vezes sim. Espero de coração que você proporcione mais a sua presença no meu. Será um prazer!

Beijocas!!

vitorchuvashortstories disse...

Olá, Lua!

Eu vejo um poeta como alguém capaz de descrever com sentimento aquilo que não está à vista, ou que nem mesmo existe,e ignora regras de gramática para poder transmitir aquilo que sente.

É tudo o que tu dizes, de forma muito mais eloquente que e a minha, já que o meu "talento" não chega para tanto, e muito menos é dado às coisa da poesia, com muita pena minha...

Bonito; parabéns!

Vitor

Állyssen disse...

Admiro de maneira especial o poeta que tão bem sabe desordenar e surpreender a própria palavra...

Beijos.

Álly

Sonhadora disse...

Minha querida

É tão difícil descrever o poeta...e tu descreveste-o muito bem.

Deixo um beijinho com carinho
Sonhadora

Nilson Barcelli disse...

Tens toda a razão e, por isso, concordo contigo.
A propósito disso, fiz um poema:


Há poemas
que são figuras de estilo
com o diabo no corpo,
onde o poeta se perde
a beijar os versos
sem pudor dos seus leitores.

Mas há poemas
que dispensam as palavras
para que tenham a música
e os acordes de um concerto
ou as cores
e os esmaltes de uma tela.

Na verdade,
os poemas não são poemas,
porque as palavras,
a música e as cores
estão na alma
e nos olhos de quem lê.

A poesia só existe no olhar.
As palavras apenas te dizem
para onde deves olhar.



Poema: Nilson Barcelli © Dezembro 2008


Beijos, querida amiga.

Vampira Dea disse...

Pois é , cada um vê o mundo de forma diferente e por isso a arte dos poetas chegam de formas diferentes aos corações e mentes.
Beijão pra ôce

Nayara Borato disse...

Olá, desculpe invadir seu espaço assim sem avisar. Meu nome é Nayara e cheguei até vc através do Blog A Poética de Cibele Camargo. Bom, tanta ousadia minha é para convidar vc pra seguir um blog do meu amigo Fabrício, que eu acho super interessante, a Narroterapia. Sabe como é, né? Quem escreve precisa de outro alguém do outro lado. Além disso, sinceramente gostei do seu comentário e do comentário de outras pessoas. A Narroterapia está se aprimorando, e com os comentários sinceros podemos nos nortear melhor. Divulgar não é tb nenhuma heresia, haja vista que no meio literário isso faz diferença na distribuição de um livro. Muitos autores divulgam seu trabalho até na televisão. Escrever é possível, divulgar é preciso! (rs) Dei uma linda no seu texto, vou continuar passando por aqui...rs





Narroterapia:

Uma terapia pra quem gosta de escrever. Assim é a narroterapia. São narrativas de fatos e sentimentos. Palavras sem nome, tímidas, nunca saíram de dentro, sempre morreram na garganta. Palavras com almas de puta que pelo menos enrubescem como as prostitutas de Doistoéviski, certamente um alívio para o pensamento, o mais arisco dos animais.



Espero que vc aceite meu convite e siga meu blog, será um prazer ver seu rosto ali.

http://narroterapia.blogspot.com/

Mariposo-L disse...

Oi Lua , blz
É mesmo nunca parei para pensar nisto, o que o poeta escreve e sente, não vai ser a o mesmo sentimento com seus leitores :)

Bjs e obrigado pela sua visita na meu bloguinho decadente :)

Tiago do Valle disse...

Lua, afirmo com toda honestidade: Nunca alguém descreveu a interpretação poética com tanta poesia. E você acabou descrevendo, também, o valor das palavras. Ficou lindo! ;)

O Árabe disse...

Assim é, amiga: a palavra é a semente, que germina conforme o solo onde é plantada. :) Boa semana!

@ Escritora disse...

Traduzo em uma palavra....Belo!

Saudações sempre!

Lilá(s) disse...

É lindo quando essas palavras saem do coração...
Bjs

Glauber disse...

Síntese entre a intimidade individual e suas relações com os outros, a palavra é dessas coisas magicamente humanas, que se manifestam da sensibilidade individual e se realizam, fragmentadas e diversificadas, nesse turbilhão de coletividade, que somos todos nós.

Beijos! Seu blog é sempre inspirador.

outrabeleza disse...

Conheci teu blog pelo facebook, através dos inúmeros compartilhamentos que o replicam por lá.Estou adorando a sensibilidade rápida de suas palavras.Jovem poeta, me inspira!Se expressar de forma que as pessoas entendam e que não sejam tão explícita é uma arte que vc domina.Parabéns.
Lary

Liza Leal disse...

...E a cada vez q lemos um msmo poema, ele nos soa diferente, de acordo c/o q estamos vivendo.

bjo Lua
tudo lindo aqui!
=)